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Korzus lança "Legion", álbum mais consistente de sua carreira

Julio Feriato

09/11/2014 16h28

korzus2014-low

Apesar de ter lançado dois bons álbuns nos anos noventa (Mass Illusion em 91, e KZS em 95) , a carreira do Korzus realmente começou a crescer após o lançamento de “Ties of Blood” (2004).  De lá para cá o grupo assinou com a gravadora alemã AFM Records, excursionou pela Europa, participou do Rock In Rio ao lado de nomes consagrados, e por uma ironia do destino, acabou sendo headliner do Metal Open Air (mesmo com todas as desgraças que ocorreram no evento). E, só para colocar um pouco mais de lenha na fogueira, que me desculpem os fãs do Sepultura (que merece todo o nosso respeito), mas com o lançamento deste “Legion” o Korzus mais uma vez prova o porquê de atualmente ser a melhor banda de thrash metal do Brasil.

a47955Lembro que ao ouvir o “Discipline of Hate” em 2010, cheguei a pensar que dificilmente o grupo iria superar a qualidade demonstrada naquele disco. Ledo engano! Pois “Legion” não somente superou como também pode ser considerado o melhor e mais agressivo álbum do quinteto paulista, atualmente formado por Marcello Pompeu (vocal), Dick Siebert (baixo), Heros Trench (guitarra), Antonio Araújo (guitarra) e Rodrigo Oliveira (bateria).

E por que “Legion” é o melhor álbum do Korzus? Primeiro por finalmente conseguirem lançar dois discos seguidos com o mesmo line-up (estabilizado desde a entrada de Antonio Araújo em 2008). Segundo por ter consolidado o estilo “Korzus” de tocar thrash metal, ou seja,  o grupo conseguiu desenvolver sua identidade mesmo que ainda tenham fortes influências do Slayer. Mas, se formos comparar com os álbuns que Slayer lançou nas ultimas duas décadas, iremos constatar, sem demagogia, que hoje em dia o Korzus é musicalmente muito melhor do que eles.

Também não posso deixar de citar que um dos diferenciais de “Legion” é a inclusão de alguns blastbeats, como podemos conferir em “Lifeline”, faixa que abre o disco, e dos riffs cheios de melodia, ainda que tímidos, aqui e acolá. O maior exemplo é a faixa-titulo, a mais lenta do álbum, recheada de dedilhados e tem uma levada mais cadenciada; só que ao mesmo tempo é pesadona e melódica, onde o destaque fica para a interpretação de Pompeu, que canta de uma maneira muito inspirada principalmente no refrão, e pelos belos duetos de guitarras na hora dos solos. Outras que merecem destaque são “Broken” e “Vampiro”, a única com letras em português.

A produção mais uma vez ficou a cargo de Heros Trench, parceiro de Pompeu no Estúdio Mr. Som, que atualmente é uma meca para as bandas de rock e metal que pretendem gravar um trampo de qualidade.

Sobre os Autores

Julio Feriato: Formado em Letras, sempre almejou ser jornalista especializado em música. Para suprir tal anseio, editou nos anos 90 o fanzine “Shadows” e foi um dos principais colaboradores do site “Metal Attack” em meados dos anos 2000.

Maurício Gaia Fernanda Lira: Começou ouvir heavy metal por influência de seus pais e cursou Jornalismo na Faculdade Cásper Libero, em São Paulo. Além do Heavy Nation, Fernanda também é baixista e vocalista da banda thrash metal Nervosa.

Sobre o Blog

Heavy Nation é um programa da Rádio UOL especializado em heavy metal. O programa nasceu da necessidade de divulgar bandas independentes, que não encontram espaço na grande mídia, e também traz clássicos do estilo. No blog Heavy Nation, você encontra matérias e entrevistas que não tem espaço no programa, mas que são chamativas tanto para os headbangers quanto ao público que não acompanha a cena atentamente.

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